Sergipe é o terceiro estado com maior redução na taxa de homicídios em 10 anos, mas ainda está acima da média nacional

Arma de fogo Foto: Reprodução Magnific (https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/balas-vazias-e-uma-arma-na-mesa_19141089.htm#fromView=search&page=1&position=...

Sergipe é o terceiro estado com maior redução na taxa de homicídios em 10 anos, mas ainda está acima da média nacional
Sergipe é o terceiro estado com maior redução na taxa de homicídios em 10 anos, mas ainda está acima da média nacional (Foto: Reprodução)

Arma de fogo Foto: Reprodução Magnific (https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/balas-vazias-e-uma-arma-na-mesa_19141089.htm#fromView=search&page=1&position=3&uuid=d279bdf0-ef13-4ce3-ab6c-981453a9b76c&query=arma+de+fogo) Sergipe foi o terceiro estado com maior redução na taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes entre 2014 a 2024, segundo o Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em 2014, Sergipe registrava uma média de 50,7 homicídios a cada 100 mil habitantes e chegou a uma média de 23 em 2024, uma redução de 54,6%. Já o Brasil tinha uma taxa de 30,2 no início da contagem e chegou a uma média de 20,1 assassinatos a cada 100 mil pessoas no último ano investigado pelo Atlas. Dessa forma, o estado seguiu com uma média acima da nacional em 2024. Proporcionalmente, Sergipe figura em 13º lugar no país nesse ranking. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp Se a contagem for feita apenas com os nove estados do Nordeste, o levantamento mostrou que Sergipe teve a segunda menor média de homicídios a cada 100 mil habitantes, perdendo apenas para o Piauí com 20,6. Fatores para média nacional Não apenas Sergipe. Ao todo, 18 unidades da federação tiveram taxa de homicídios acima da média do país. As maiores foram registradas no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Um dos fatores apontados pela pesquisa para a queda é uma espécie de "acomodação" da guerra do narcotráfico. “Esse processo de controle da rota gerou conflitos muito intensos e mortes, sobretudo envolvendo as duas maiores facções do Brasil, o PCC e o Comando Vermelho, além de aliados regionais no Norte e no Nordeste. Essa guerra foi mais intensa em 2016 e 2017. Em 2018, os homicídios começam a cair e começa também um processo de acomodação. Uma guerra que se prolonga por muito tempo, sem um resultado claro, passa a ter custos econômicos inviáveis”, explica Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e coordenador do Atlas da Violência. Infográfico - Mapa mostra taxa de homicídios no Brasil em 2024 por estados. Alberto Correa - Arte/g1 “Quando se observa os estados por onde essa rota passava e onde ela desaguava nas capitais nordestinas, vemos que foram exatamente esses lugares que tiveram redução dos homicídios, sobretudo a partir de 2018”, completa. "Juntando o fator demográfico, uma mudança qualitativa na gestão da segurança pública em alguns territórios e essa acomodação na grande guerra do narcotráfico, acho que eles conspiraram a favor da redução de mortes no Brasil”. SSP apresenta outra abordagem dos números A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP) afirmou, em nota, que os dados divulgados pelo Atlas da Violência utilizam uma metodologia diferente da adotada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Além da metodologia diferente, os dados divulgados pelo Atlas possuem como referência o ano de 2024, portanto, não refletem o cenário atual da segurança pública em Sergipe, segundo a SSP. A secretaria disse ainda que, conforme dados mais recentes do Ministério da Justiça e pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Sergipe registra atualmente taxa de 13 mortes por 100 mil habitantes, índice abaixo da média nacional e que mantém o estado com a menor taxa do Nordeste. Brasil registra menor número de homicídios da série histórica